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Fernanda Cachão

As orelhas de Dilma

Bastaram quatro milhões em 142 milhões de eleitores para o Brasil passar mais um bocadinho de bestial a besta e logo na segunda-feira, pela manhã.

Fernanda Cachão 28 de Outubro de 2014 às 00:30

A bolsa de São Paulo abriu em queda; o real desvalorizou e o maior parceiro comercial do país, a China, avisou que é preciso trabalhar contra a atual estagnação económica. Dilma acordou com as orelhas a arder, depois de ter vencido as mais disputadas eleições desde a ditadura militar.

Acordou mais dividido este Brasil de vários brasis: o país que é rico, o que subiu para ser classe média com Fernando Henrique Cardoso e Lula, o do estereótipo do Rio, o das manifs de São Paulo, o dos gaúchos, do mulato mas também do loiro do sul, dos índios, o da corrupção, do jeitinho e da burocracia - deve ser esta a herança portuguesa - e o que ainda vive em pobreza franciscana.

Escrevia-se ontem que, agora, saiu do armário "o racismo maroto" traduzido em recados como este: "O Bolsa Família é para miserável burro, morto de fome, vagabundo, vão viver às próprias custas." O recado à presidenta é, porém, outro, mas pode dar nome de música no sambódromo em que se podem tornar os próximos quatro anos de governo: É a economia, estúpida!

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