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Fernanda Cachão

Corridos a Uber

O caso dos taxistas contra a Uber resume-se a uma palavra - dinheiro.

Fernanda Cachão 30 de Abril de 2016 às 00:30
Por muito que digam que em causa está a segurança do passageiro, a habilitação do motorista para a função e o risco de não se saber muito bem quem é que presta o serviço, o caso dos taxistas contra a Uber resume-se a uma palavra - dinheiro. A Uber abala o monopólio das grandes centrais de táxis. É chato. Se fôssemos taxistas não gostaríamos de que outros que tais desenvolvessem uma atividade que concorre com o nosso bolso e ainda dispensa taxas e taxinhas. E, provavelmente, teríamos estado ontem na rua, em greve.

Mas estes taxistas não querem pé de igualdade, estes taxistas até já sugeriram que a Uber funcione como uma central e contrate taxistas.

Carece que façam autocrítica, que saibam que o que não falta são histórias de taxistas que se sentam no táxi como no seu castelo, que fazem percursos que entendem em seu benefício, que pensam que quem segue atrás tem de aligeirar a solidão do condutor, que há taxistas que se acham com melhor garganta do que a garganta que tinha o Luciano Pavarotti.

Estamos limpos nesta crónica. Nunca utilizámos a Uber e não é por falta de smartphone.
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