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Fernanda Cachão

E vão de ajuste direto

Vem isto a propósito de transportes públicos.

Fernanda Cachão 1 de Setembro de 2015 às 00:30
O governo vai receber até quinta-feira – a um mês das legislativas – as propostas para a concessão, por ajuste direto, da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) e da Metro do Porto. O concurso, entretanto anulado, tinha sido prolongado, alterado e chegado ao Tribunal de Contas.

O prejuízo da STCP – que gere os autocarros e serve mal a cidade – mais do que triplicou num ano, atingindo os 54 milhões de euros. No mesmo ano, 2014, o metro teve resultado negativo de 400 milhões – e um aumento de passageiros.
O governo vai receber as propostas para a necessária concessão destas empresas, mas a um mês das legislativas e por ajuste direto.

Define-se ‘ajuste direto’ por ser um procedimento em que a entidade adjudicante convida entidades à sua escolha a apresentarem uma proposta, podendo com estas negociar aspetos da execução do contrato a celebrar; define-se também por tender a ser caminho andado para o despesismo, a violação de umas quantas regras de concorrência e o benefício de uns poucos amigos. É o que se chama empurrar para ver se pega.

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