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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Fernanda Cachão

Eu show Costa

Este domingo, as perguntas estiveram pela hora da morte.

Fernanda Cachão 28 de Novembro de 2017 às 00:30
Este domingo, as perguntas estiveram pela hora da morte. Aqueles cinquenta que foram a Aveiro para a comemoração dos dois anos do Governo foram pagos em vales de compras ou 200 euros para fazerem perguntas ao executivo, e nem foi uma estreia.

Há um ano, um evento semelhante custou 11 mil euros. Agora custou quatro vezes mais, pagos por todos nós.

O contrato de mais de 45 mil euros com uma empresa de estudos de mercado foi por ajuste direto e consistiu na aquisição de "serviços de recrutamento de participantes para integrar um estudo quantitativo e uma sessão pública no âmbito da iniciativa de avaliação do segundo ano em funções do XXI Governo Constitucional", dito assim quase parece que não é aquilo que foi, mas é.

Uma espécie de propaganda institucionalizada, uma sensação de que à borla ninguém estaria na disposição de interromper um domingo de 2017 para ver ao vivo António Costa e, por isso, teve de ser maior a recompensa.

A ideia de que por 200 ‘palhaços’ ninguém se arrisca a ouvir o que não quer.

Seja como for, fica a sensação de que de trapalhada em trapalhada, Eu Show Costa segue dentro de momentos.
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