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Fernanda Cachão

Faena é à espanhola

António Costa deve estar a dar graças por ter podido ir a lide sem sujar muito o traje.

Fernanda Cachão 23 de Fevereiro de 2016 às 00:30
Pablo Iglesias é o toureiro que entra na arena para rapidamente dar cabo do bicho. Ontem, o porta-voz do PSOE no senado foi o último a fazer votos de que não seja o líder do Podemos a impedir "a mudança em Espanha", que não se torne, afinal, "na última e única esperança" de Mariano Rajoy, com a possibilidade, cada vez maior, de marcação de novas eleições caso os socialistas não consigam formar governo.

No documento de uma centena de páginas que o Podemos enviou ao PSOE, Iglesias reivindicou para si a vice-presidência e para o seu partido, e à moda venezuelana, o controlo da comunicação social e do serviço de espionagem -, e exigiu um referendo sobre a independência da Catalunha. Rabejou o líder do PSOE. Pedro Sánchez disse que Iglesias não sabe qual é o seu papel, mas está enganado. Iglesias sabe muito bem qual é o seu papel.

Se os espanhóis forem a eleições, o Podemos pode tornar-se na segunda maior força política do país, e isso, para um partido nascido da contestação à austeridade, é um bem que não se despreza.

António Costa deve estar a dar graças por ter podido ir a lide sem sujar muito o traje.
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