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Fernanda Cachão

Lisboa de arquiteto

Por este andar, fado vadio em Lisboa só em tascas de arquiteto.

Fernanda Cachão 15 de Dezembro de 2015 às 00:30
Por este andar, fado vadio em Lisboa só em tascas de arquiteto.

Parece que lá para 2017, a frente ribeirinha da capital estará outra vez "como nova", graças a 18 milhões de euros gastos na reabilitação de arquiteto do Campo das Cebolas, Corpo Santo e Cais do Sodré – e ainda agora tínhamos começado a olhar para os cacilheiros a partir da Avenida da Ribeira das Naus, que reabriu ao trânsito depois das obras entre o Campo das Cebolas e o Corpo Santo.

Convidam-se designers para a requalificação das esplanadas pindéricas, mas continua a cidade que espreita o rio por cima dos contentores, a cidade esquecida depois de Santa Apolónia – que quer correr com os comboios e receber mais cruzeiros e mais turistas –, a cidade que vai até Marvila Velha e Poço do Bispo. Não há uma artéria do coração da cidade que não esteja a ser feita para sobreviver entupida de turistas.

Lisboa não se casou com Paris. É uma solteirona gananciosa que esconde os pneus e exibe a beiça.

Enquanto é tempo, apanhem o comboio em Santa Apolónia para perceberem que não é preciso nem milhões ou botox para mudar uma cidade. Vão ao Porto.
Fernanda Cachão opinião
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