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Fernanda Cachão

Morte à mensagem

Nunca o leitor teve tanto poder de escrutínio sobre aquilo que lê.

Fernanda Cachão 23 de Maio de 2017 às 00:31
Nunca o leitor teve tanto poder de escrutínio sobre aquilo que lê. Nunca teve tantas formas formais ou informais de se manifestar contra aquilo que aparece na comunicação social. Nunca pôde tanto mandar àquela parte quem exerce esta profissão e às vezes manda, mais das vezes porque se embrulhou na ‘boca maior’ e imita a turba sem saber realmente o que imita. Mas antes assim que o seu contrário.

Imaginamos que hoje o barómetro do site do Correio da Manhã que afere o grau de satisfação do leitor com esta crónica ande pelas ruas da amargura - não faz mal, nunca nos preocupámos em medir a temperatura à crónica.

Não temos dúvidas de que o vídeo da cena dentro de um autocarro da Queima das Fitas que o Correio da Manhã publicou é chocante e que é mesmo de discutir se a notícia andou a par com as imagens suscetíveis de provocar choque ou fazia tiro ao ‘clique’.

Mas quando uma certa opinião está mais interessada em ‘matar o mensageiro’ do que na mensagem - 45 mil homens à socapa do Facebook partilham imagens sexuais e mensagens de ódio às mulheres - o mau jornalismo é tão só eufemismo para preconceito.
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