O negócio dos Zezinhos

Fernanda Cachão

O negócio dos Zezinhos

Era só chique uma ida ao Chiado, agora é também uma gincana.
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Por Fernanda Cachão|30.05.17
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Era só chique uma ida ao Chiado, agora é também uma gincana. Em véspera de eleições e depois do plano para o metropolitano, os partidos esgrimem com os turistas na ponta da espada e discute-se o alojamento local.

A pressão turística na capital até dispensa a verdade estatística, já que entra pelos olhos adentro, mas ainda assim tomem nota que em 2016 foram 718 mil de um total de 1,6 milhões de turistas a utilizar a plataforma de alojamento local Airbnb para se hospedarem na sua visita a Portugal.

Tomem nota também que nos últimos dois anos, Lisboa deu 33 licenças a novas unidades hoteleiras, o que se traduz em 150 mil metros quadrados para o setor.

Para ficar bem na fotografia não adianta só dizer que deve caber à assembleia de condóminos do prédio - essa entidade volátil - permitir ou não a instalação de um alojamento local e depois continuar a ignorar a balbúrdia que é a lei do ruído, que não protege, nem nunca protegeu, em circunstância alguma, os vizinhos uns dos outros.

Não adianta dizer, e porque rende mais votos, que o Zezinho tem de pedir autorização aos outros Zés e depois autorizar mais um hotel num quarteirão inteiro.
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