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Fernando Ilharco

Rir é o melhor remédio

Se costuma rir e fazer rir então tem vantagens na sua vida profissional e social bem como no seu bem-estar em geral. Há estudos que indicam que quem aprecia o ‘non-sense’, o humor desconcertante… tem mais 30 por cento de probabilidades de ser feliz do que o comum dos mortais.

Fernando Ilharco 30 de Julho de 2017 às 00:30

Em casa ou no trabalho, o humor é positivo. No trabalho, favorece a confiança. Rir em conjunto e recorrentemente, quer como   estímulo   no   relacionamento   social, quer como forma de reagir a notícias menos boas, ajuda a criar confiança entre colegas; o que leva a uma maior informalidade,   a   mais   rapidez   e   a   maior produtividade.

Em casa ou na vida social, ver comédias, na televisão ou no cinema é aconselhado para combater o stress. Pode ser até três vezes mais eficaz a combater a ansiedade do que ouvir música tranquila para acalmar, diz o neurocientista Scott Weems, na obra ‘The Science of When We Laugh and Why’.

Rir socialmente com frequência aumenta a resistência à dor, refere Robin Dunbar da Universidade de Oxford. O riso é uma espécie de tratamento, que ajuda em situações exigentes como, por exemplo, a recuperação física e mental em veteranos de guerra ou depois de cirurgias difíceis. E entre as senhoras, o riso frequente aumenta a probabilidade de engravidar… A descoberta, feita em Israel no centro médico Assaf Harofeh, assenta numa experiência em que um grupo de senhoras que depois de um tratamento de fertilidade se ria durante uns 15 minutos aumentou em 16 por cento as probabilidades de engravidar. Não é certo o papel que o riso pode ter nestes casos; suspeita-se de que esteja relacionado com o stress e a ansiedade.

Geralmente   rimos   acompanhados.   É trinta   vezes   mais   provável   rirmo-nos quando estamos acompanhados do que sozinhos. O riso torna-nos mais abertos e mais dispostos a partilhar informação e emoções, refere um estudo da University College de Londres. Há estimativas que o riso tende a estar presente de alguma forma em mais de 90 por cento das conversas.   Rimo-nos   porque   achamos   graça, para afastar a tensão, para melhorar a situação. Rimo-nos porque os outros se estão a rir. Rimo-nos, para ultrapassar situações embaraçosas.

Não é intuitivo, mas a origem do riso é alimentação. Sentimo-nos bem quando rimos e sentimo-nos bem quando comemos. São milhões de anos de evolução, de processos complexos, e o riso assenta de facto nos mesmos processos corporais que a alimentação. Rir é sentir-se bem. Por isso, o riso é uma estratégia comunicacional eficaz para aligeirar o ambiente, para aproximar as pessoas e ultrapassar conflitos. Rindo, o mundo torna-se mais amigável, menos ameaçador, mais interessante.

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