Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
5
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Fernando Jorge

Não aos patrões

Na justiça seria perverso aplicar o sistema que vigora no privado.

Fernando Jorge 29 de Março de 2016 às 00:30
Com inusitada frequência assistimos a discursos e propostas de vários "entendidos" de que os problemas da justiça, particularmente do funcionamento dos tribunais, se resolveriam com melhor gestão, organização e mais poder atribuído a alguns. Dizem que são assim as regras do setor privado, com resultados positivos. Nada mais falso! O que temos assistido é que essa concentração de poderes tem levado a arbitrariedades, prepotências e compadrios e favorecimentos pessoais que nada têm a ver com competência e isenção.

Por isso defendemos que nesta área da Justiça e dos tribunais os poderes não podem estar concentrados, mesmo que seja numa classe profissional do setor. A boa administração da justiça não depende de castas mas sim do empenho de todos. E do respeito pelas funções de cada um. É incontornável a necessidade de manter as regras de ingresso, acesso, transferência, colocação, através de procedimentos concursais segundo regras objetivas e claras. Na área da justiça seria perverso aplicar o sistema que vigora no privado, em que ao ‘candidato’ basta passar por um processo seletivo específico e em que os ‘patrões’ fazem a escolha de quem quiserem! Patrões de tribunais ou de Comarca, não!
Fernando Jorge opinião
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)