Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
3
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Fernando Medina

Escolhas decisivas

Credibilidade de Governo alternativo à minoria proposta pela Coligação joga-se no conteúdo e na solidez política desse entendimento.

Fernando Medina 21 de Outubro de 2015 às 00:48
Cavaco Silva começou ontem a ouvir os partidos, dando início aos procedimentos para virmos a ter um novo Governo. Do que se ouviu ontem, a situação política ficou um pouco mais clara.

De um lado Passos Coelho, que como líder do maior partido saído das eleições reclama o direito a ser indigitado Primeiro-Ministro e propõe governar o país através de uma coligação minoritária com o CDS.

Do outro lado António Costa, líder do segundo maior partido, afirma estar em condições de apresentar uma solução que terá o apoio maioritário no parlamento, contando com o voto do BE e do PCP.

Esta clarificação é já um avanço, mas está ainda longe de ser completa.

Falta em especial conhecer os termos concretos do entendimento entre o PS, PCP e BE. Porque a credibilidade de um Governo alternativo à minoria proposta pela Coligação joga-se muito no conteúdo e na solidez política desse entendimento. Falo em particular da garantia de que o programa desse Governo respeitará integralmente os compromissos internacionais do país, em particular os que decorrem do Tratado Orçamental, mas também das garantias de estabilidade para com uma governação que será sempre muito exigente.

A questão é clara: só um compromisso firme com as regras de participação na moeda única e com um governo estável para a legislatura poderão dar ao país garantias de uma boa governação e de reais perspetivas de mudança política.

As últimas eleições legislativas colocaram a todos os partidos uma enorme exigência: obter através do diálogo um Governo capaz de assegurar a manutenção de Portugal na moeda única e de levar a cabo uma mudança de política económica e social mais favorável ao crescimento e ao emprego.

Nenhum partido está excluído desta responsabilidade e todos serão avaliados pelas suas escolhas neste momento.

Estado que se respeita e dá ao respeito
Luaty beirão é um cidadão luso- -angolano que está em greve de fome há quase 30 dias em Luanda, a capital de Angola, depois de ter sido acusado pelo Ministério Público local de estar a preparar uma rebelião e um atentado contra o Presidente José Eduardo dos Santos. Não sabemos em que factos se baseia tal acusação. O que sabemos é que Luaty se distinguiu por exercer a sua liberdade de opinião.

Este caso diz-nos respeito. Por razões humanitárias e democráticas, mas também por razões de Estado. Luaty Beirão é cidadão português. E a defesa das comunidades portuguesas, assim como o respeito pelos direitos, liberdades e garantias de todos os cidadãos, prevalece sempre sobre quaisquer outras considerações. É assim que um Estado de Direito Democrático se respeita e se dá ao respeito.

DocLisboa: a não perder 
Em outubro, o mundo inteiro cabe em Lisboa. É sempre assim todos os anos, quando, por esta altura, regressa o DocLisboa, festival internacional do Documentário. Filmes para conhecer melhor o nosso mundo e os movimentos de mudança. A partir de amanhã e até dia 1, serão mostradas 236 obras, em várias salas da cidade. A não perder. 


opinião Fernando Medina
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)