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Fernando Sobral

O general Lionel Messi

Messi mostrou a beleza do futebol com o Bayern.

Fernando Sobral 16 de Maio de 2015 às 00:30

Em Barcelona, Messi destruiu o Bayern de Munique. Na cidade alemã, fez dois passes para Suárez e este deu dois golos a Neymar.

Messi, soberano, retira-se da capital bávara e deixa sozinho Pep Guardiola, que, muito provavelmente (face à guerrilha de Franz Beckenbauer e de Lothar Mathaus, e à força de Uli Hoeness, o antigo presidente que da prisão já deu luz verde para que o próximo treinador do Bayern seja Jürgen Klopp), rumará para o Manchester City. Os dois jogos entre Barcelona e Bayern de Munique foram hinos ao futebol, com momentos de verdadeira beleza.

E o trio atacante do Barcelona, solidário até ao fim, é demolidor. No topo está, claro, Messi, renascido depois de um início de época em que chocou frontalmente com Luis Enrique. Qualquer equipa que disponha do jogador argentino está destinada ao êxito. E qualquer treinador tem ali o seu ás de trunfo.

A derrota do Bayern de Munique é também o toque de finados pelo seu fascínio pelo futebol do sul da Europa, pela escola e cultura do Barcelona, pelos jogadores mediterrânicos.

O Bayern vai voltar a ser um clube com treinador e jogadores alemães. E o estilo do futebol alemão. Xabi Alonso, derrotado e exangue, tal como Guardiola, foi o espelho dessa derrota cultural: de o sul educar futebolisticamente a Alemanha. Não dá. Tal como na economia ou na política, norte e sul da Europa são culturas diferentes.

O Barcelona, pelo contrário, vê reforçar-se a aposta na "cultura catalã". Luis Enrique foi escolhido por Josep Maria Bartomeu, o presidente do Barcelona, ainda Gerardo Martino era o treinador. Enrique era um antigo colega de Guardiola. E fazer regressar o sorriso à face de Messi foi a outra prioridade de Bartomeu. Não foi fácil. O Barcelona é mais do que um clube: é uma filosofia.

Quer ganhar, mas quer fazê-lo com estilo. Tem a ver com intensidade mental (mais do que física). E, se repararmos, os dois grandes reforços do Barcelona desta temporada (Suárez e Rakitic) simbolizam isso. Este Barcelona é agora mais duro do que o dos toques de bola de Guardiola.

E, na frente, Luis Suárez luta para ganhar todas as bolas. E há Neymar, um artista brilhante. E, como general, o argentino Lionel Messi.     

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