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Fernando Sobral

Prova final de Lopetegui

É a hora de todas as decisões para o FC Porto.

Fernando Sobral 18 de Abril de 2015 às 00:30

No final dos dois jogos do FC Porto com o Bayern de Munique não se vai discutir quem é o verdadeiro herdeiro do ‘tiki-taka’ que revolucionou o futebol do Barcelona e mundial: Pep Guardiola ou Julen Lopetegui. Até porque, sendo o herdeiro de Johan Cruyff, e tendo conseguido que o Barcelona de Xavi, Iniesta e Messi tivesse refinado o domínio da bola até ao limite celestial, o atual treinador do clube alemão será sempre o herdeiro.

Por muito que Lopetegui tenha trazido, para o FC Porto, o estilo que o Barcelona consagrou, e onde a posse da bola é fulcral, os dragões continuam a fazer eco de diferentes escolas de pensamento.

A prova disso é a erupção, nesta fase final do campeonato, de Ricardo Quaresma, o mágico que não é propriamente um militante do jogo coletivo. Como compreendeu Lopetegui, que sempre o colocou como solução alternativa. Ou a importância que Jackson teve, numa altura em que o treinador portista ainda acreditava na rotatividade total dos jogadores em função de um esquema tático. Só que agora chegou-se à fase das grandes decisões.

O FC Porto tem, talvez, o melhor plantel em Portugal. Mas tem pela frente dois objetivos dignos dos trabalhos de Hércules: ultrapassar o Bayern e, internamente, vencer o Benfica na luta pelo título. Estas duas semanas são quase o tudo ou nada: depois de dois jogos com os alemães, o FC Porto desloca-se à Luz para o jogo que poderá ser determinante. São as batalhas finais de uma temporada, onde não há lugar para derrotados. Ou Lopetegui vence uma delas, ou (se perder as duas) não será mais reconhecido como general brilhante.

Este é o momento crucial de uma época desgastante em que Lopetegui chegou ao Dragão sem um currículo atraente. Mas, ao mesmo tempo, foi brindado com uma fornada de jogadores de alta qualidade (de Óliver Torres a Tello e passando por Brahimi, Casemiro ou, agora, Hernâni), que se juntaram a Jackson, Quaresma ou Danilo, criando um lote de opções notável. Com todas estas pérolas seria difícil não brilhar. Agora é a hora H, ou se quisermos, a Hora Azul, de todas as decisões.

Lopetegui ou vence ou perde. Para os adeptos é difícil haver meio-termo.

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