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Fernando Sobral

Quem será o mais forte?

Antigamente o FC Porto não perderia oportunidade oferecida.

Fernando Sobral 28 de Março de 2015 às 00:30

Henry Ford, quando lhe perguntaram qual era a cor que queria para o seu Ford T, disse ironicamente: "Qualquer cor, desde que seja preto." Ford era um homem de convicções fortes e, talvez por isso, teve tanto sucesso. Se perguntarmos a um adepto do Benfica ou do FC Porto qual a forma que deseja para a vitória do seu clube no campeonato, a resposta deverá ser invariavelmente igual: qualquer uma, desde que sejamos campeões.

O duelo está restrito a dois clubes, separados por escassos três pontos, e que ainda têm de jogar entre si. Nenhuma das equipas conseguiu, até agora, enviar uma mensagem inequívoca, dizendo que é a melhor nesta Liga. Defeitos e qualidades equivalem-se. Se o plantel do FC Porto é mais vasto e rico, o do Benfica conhece-se melhor. O otimismo pode ser repartido por ambos, mas todos os jogos a partir de agora serão finais. Até porque as limitações de ambas as equipas são evidentes, como se viu na última jornada.

O Benfica, frente a um Rio Ave destemido, fez reaparecer velhos fantasmas. Uma deficiente gestão da qualidade defensiva (a entrada do médio Ruben Amorim deveria ter sido para o lugar de um avançado), um Samaris que continua a não ser um todo-o-terreno, a falta de criatividade sempre que falta Gaitán, um Eliseu desconfortável, são alguns dos pontos fracos da equipa dos encarnados. Ou seja, o Benfica não tem um vigor competitivo inquestionável. E a "maré vermelha" não marca golos. Parece evidente que Jorge Jesus joga neste campeonato o tudo ou nada.

Por seu lado, o FC Porto de Lopetegui foi-se construindo ao longo do campeonato (e foi potenciado pela boa participação na Liga dos Campeões, onde os encarnados escorregaram de forma algo vergonhosa). Mas, no meio de muitos craques, vive ainda do brilhantismo de Tello, Brahimi e Jackson e de alguma consistência defensiva dada por Danilo, Casemiro ou Fabiano. Mas joga aos solavancos. Nunca, em tempos idos, o FC Porto perderia a oportunidade de ouro que lhe foi dada pelo Benfica. Comeria relva para ganhar ao Nacional. Pelo contrário, viu-se uma equipa macia. É entre estes dois clubes que se decide o título. Ganhará quem ousar lutar para vencer.

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