Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
2
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Fernando Sobral

Stones

Os Rolling Stones não se cansam. Como se o tempo não passasse.

Fernando Sobral 17 de Dezembro de 2016 às 00:30
Os Rolling Stones não se cansam. Como se o tempo não passasse. Como se as canções nunca ganhassem rugas. Como se os corpos continuassem como em 1962, quando o primeiro concerto do grupo anunciou que eles queriam fazer parte da idade do rock.

No mundo dos Stones o profissionalismo e o espectáculo sempre estiveram à frente da vida e da morte. Tudo isso tem a ver com a ideologia do grupo: a sobrevivência a choques internos, a modas externas, ao cansaço, ao tempo. Os Stones ultrapassam todos os obstáculos.

Agora, com o seu novo disco, ‘Blue & Lonesome’, regressam às suas raízes: os blues. São 12 temas de blues eléctricos tocados com entusiasmo defronte da batuta do produtor Don Was. É uma homenagem ao passado: afinal os Stones chegaram a colocar um blues puro de Chicago, ‘Little Red Rooster’, como líder de vendas em 1964 na Grã-Bretanha.

E os blues eram, na altura, um som perfeitamente fora de moda, que no entanto encantava os jovens da alta sociedade para quem o grupo tocava em festas particulares. Com ‘Beggars Banquet’ de 1968 esse idílio terminou e os Stones encontraram o seu formato futuro. Mas nunca esqueceram o passado.

Agora Mick Jagger foi à sua fonoteca e retirou de lá clássicos esquecidos de Lightnin’ Slim ou Magic Sam. Eric Clapton veio dar uma ajuda, com a sua guitarra mágica. É delicioso escutar Jagger a tocar harmónica, como um miúdo embevecido pelo som do delta do Mississippi.

O rock continuará dentro de minutos. Mas, para já, os Stones louvam a sua memória. Recuperando os sons que, na juventude, os empolgavam.   
Rolling Stones Stones Blue & Lonesome Chicago Little Red Rooster Beggars Banquet Mick Jagger Lightnin’ Slim
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)