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Francisco J. Gonçalves

A batota de Trump

As presidenciais deste ano nos EUA vão ficar marcadas pelas acusações de fraude de Donald Trump.

Francisco J. Gonçalves 9 de Novembro de 2016 às 01:30
As presidenciais deste ano nos EUA vão ficar marcadas pelas acusações de fraude de Donald Trump. As denúncias, embora sem precedentes, acabam por não ser inteiramente delirantes. Tudo leva a crer que o republicano se tenha inspirado no exemplo do quase escândalo das presidenciais de 2000, quando George W. Bush bateu o democrata Al Gore após um polémico processo de contagem e recontagem de votos na Florida. Coincidência, ou talvez não, o governador daquele ‘swing state’ era, na altura, Jeb Bush, o irmão do futuro presidente.

O cheiro a batota foi de tal ordem que o processo chegou ao Supremo Tribunal, que acabou por decidir em favor de Bush pela margem mínima: 5 magistrados a favor e 4 contra.

Trump não referiu este caso, pois fazê-lo teria sido demasiado suicida, até para alguém que tanto fez para dividir o Partido Republicano. Mas se há exemplo recente de possível manipulação eleitoral nos EUA é o dessas eleições, que fizeram de Bush o 4º presidente de sempre nos EUA a ser eleito apesar de ter menos votos a nível nacional. E foi o único a fazê-lo no século XX, o que, com batota ou sem ela, lhe garante um estranho lugar na História.
Francisco J. Gonçalves opinião
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