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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Francisco J. Gonçalves

Heróis do quotidiano

O mundo carece de heróis e quando os de ficção se tornam incapazes de inspirar a realidade os reais inspiram a ficção.

Francisco J. Gonçalves 7 de Setembro de 2016 às 00:30
O mundo carece de heróis e quando os de ficção se tornam incapazes de inspirar a realidade os reais inspiram a ficção. Os cinéfilos poderão verificar isso nos próximos dias quando estrearem nas salas portuguesas os filmes ‘Snowden’ e ‘Milagre no Rio Hudson’.

O segundo conta a história do piloto que tomou uma decisão arriscada e salvou 155 vidas ao ‘aterrar’ no Rio Hudson, em Nova Iorque. E mostra ainda como até um ato heróico pode ser suspeito num mundo comandado pelo dinheiro.

O outro conta a história de outro tipo de herói, um rapaz que arriscou tudo por considerar que o mundo precisava conhecer os abusos de um governo, convencido de que sem informação relevante as democracias estão condenadas.

Se o capitão Sullenberger salvou vidas num avião, Snowden (um tipo de pessoa bem diferente de Julian Assange, com quem erradamente é comparado) pode ter contribuído para tornar milhões de vidas melhores.

Um caso e outro mostram que, num mundo dominado por diversas formas do mal, são os atos pessoais que fazem a diferença. O peso das escolhas recai sobre cada um de nós e cada um de nós pode, à sua maneira, mudar o mundo.
Snowden’ e ‘Milagre Rio Hudson Nova Iorque Sullenberger Julian Assange
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