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Francisco J. Gonçalves

Quase Natal em Cuba

A reaproximação EUA- Cuba foi uma boa prenda de Natal mas corre o risco de ser mais uma iniciativa de Barack Obama condenada pelas vistas curtas e a obstinação dos radicais republicanos.

Francisco J. Gonçalves 24 de Dezembro de 2014 às 00:30

A direita norte-americana quer bloquear o levantamento do embargo a Cuba, impedindo a realização plena da iniciativa presidencial. Ora, o bloqueio comercial não passa de uma relíquia da Guerra Fria. Fazia sentido como parte das ‘guerras por procuração’ entre EUA e União Soviética, mas tornou-se um absurdo e um castigo cruel desde a derrocada do império soviético.

Hoje, o peso estratégico da ilha dos Castro é quase nulo. Por outro lado, o argumento do combate à ditadura devia ser evitado num país associado ao financiamento dos ditadores militares que massacraram milhares na América Latina. Cuba não foi exceção e teve em Fulgêncio Batista um útil servidor dos interesses de Washington.

Fidel Castro trocou a ditadura de direita por uma de esquerda que ainda resiste mas já não faz mossa. E enquanto o absurdo embargo aprofunda a miséria cubana, ditaduras verdadeiramente nefastas, na Arábia Saudita, no Egito e Paquistão, recebem milhões sem que a sensibilidade republicana se sinta ferida.

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