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Francisco J. Gonçalves

Uma Europa sob suspeita

Há uma palavra que assusta os poderes na Europa: eurocético.

Francisco J. Gonçalves 28 de Outubro de 2015 às 00:30
Há uma palavra que assusta os poderes na Europa: eurocético. Quando alguém na política é classificado desta forma, a mensagem subjacente é que se trata de pessoa indesejável e perigosa.

Escrever que venceu as eleições na Polónia um partido eurocético significa: lá vem sarilho para o projeto europeu.

Que o partido em causa tenha sido levado ao poder pelos cidadãos pouco interessa, pois no projeto europeu os cidadãos contam o mínimo. Só assim uma utopia bem-intencionada, e mal pensada, foi avante.

Foram assim ratificados os tratados europeus: sempre que um país foi a votos e os chumbou, a votação foi repetida até dar o resultado ‘certo’.

Uma Europa que em nome da paz e do progresso descarta os valores democráticos é uma Europa sob suspeita. As ditaduras são sempre instauradas a bem dos cidadãos. Mas da intenção à realidade vai um passo. A União Europeia precisa uma pausa para pensar e a crise grega foi essa pausa. Mas a oportunidade foi descartada porque o projeto europeu foi construído no pressuposto da irreversibilidade. Ora, na vida, só a morte é irreversível.

Será que a UE tem um oculto desejo de morte?
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