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Correio da Manhã

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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Francisco José Viegas

Blog

Joseph Roth merece mais atenção do que mantê-lo na galeria das curiosidades da velha Mitteleuropa,

Francisco José Viegas 2 de Setembro de 2014 às 00:30

Talvez por isso, os seus livros passam quase ignorados nas livrarias: ‘A Lenda do Santo Bebedor’, ‘O Leviatã’ (ambos na Assírio & Alvim), ‘A Marcha de Radetzky’ (Difel), ‘Jó’ (Ulisseia) e um magnífico ‘Judeus Errantes’ (Sistema Solar). Em toda a sua obra há essa nostalgia mal compreendida pelo fim do império austro-húngaro, que devia ser um território de civilização e, de forma inexplicável, gerou – com a guerra e os nacionalismos – ingratidão e fragilidade. Relendo os seus livros percebe-se a pulsão de tragédia que marca o fim de uma Europa povoada de talentos e de sonhos. Roth, judeu, ucraniano que encontrou a pátria nessa Viena luminosa, morreu em Paris na véspera da II Guerra, em 1939, alcoólico e deprimido. Nasceu há exatamente 120 anos, cumpridos hoje.

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Citação do dia

"Acabar com a austeridade não passa de um expediente. Sob a anestesia do alívio, tudo piorará"

Luciano Amaral, ontem, no CM

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Sugestão do dia

Simon S. Montefiore é o biógrafo do lado negro de Estaline; a D. Quixote publicará na próxima semana ‘Uma Noite de Inverno’, uma história de costumes sobre Moscovo e o Kremlin entre a II Guerra e as purgas estalinistas. Não perder.

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Citação do dia

 

Assírio & Alvim O Leviatã Europa II Guerra D. Quixote
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