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Francisco José Viegas

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Nem de propósito.

Francisco José Viegas 30 de Outubro de 2014 às 00:30

Na coluna de ontem mencionei o ataque do Estado a tudo o que mexe a propósito da ideia de o governo francês (sim, não é só o húngaro) taxar os provedores de acesso à internet depois de ter falhado o projeto de agravar a taxa sobre toners e cartuchos de tinta para impressão doméstica.

O imposto sobre o tabaco de enrolar é outro dos alvos do Estado: se as pessoas o consomem, é aí que vamos atacar.

Ontem à tarde o absurdo explodiu, porque foram divulgados os números: de acordo com as intenções do Fisco, o tabaco de enrolar vai passar a pagar 135 euros de imposto por quilo, contra os 127,07 que incidem sobre cigarros já enrolados. Vai ser mais caro? Claro. Para punir o ‘prazer de enrolar’ – que pode ser transferido para os cigarros de marijuana ou milho.

Quando eu era pequeno, o meu tio Mário (viveu até tarde) enrolava cigarros de ‘barba de milho’ – uma velharia que ainda sobrevive no Brasil, (os ‘palheiros’, que não deixam cheiro) por exemplo, tal como na Mongólia ou no México.

Claro que o melhor é deixar de fumar. Mas estão a ver o problema, não é? Onde é que iam cobrar impostos?

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