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Francisco José Viegas

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Alexander Grothendieck morreu esta quinta-feira.

Francisco José Viegas 17 de Novembro de 2014 às 00:30

Acabo de ler um romance fascinante, ‘Decoded’, de um autor chinês, Mai Jia. É uma história sobre cálculo matemático e o génio de Rong Jinzhen, que reinventou a arte da criptografia e se retira depois, eliminando o seu rasto. Alexander Grothendieck (1928-2014) morreu quinta-feira e, sendo um dos matemáticos mais originais e importantes do século XX, viveu retirado e perseguido a maior parte da sua vida – ou como prisioneiro judeu em França ou por vontade própria a partir dos anos 80, quando aos seus estudos de geometria algébrica acrescentou escritos autobiográficos e filosóficos, como ‘A Chave dos Sonhos’, onde salienta o papel dos sonhos na matemática e na descoberta de Deus.

Recusou prémios – e o dinheiro. Em 1990, queimou todos os manuscritos. Em 2010 pediu para que os seus textos fossem retirados das bibliotecas. Anarquista, pacifista, matemático e desconhecido. Um destino de drama.

Rong Jinzhen Alexander Grothendieck França A Chave dos Sonhos
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