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Francisco José Viegas

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Assinala-se amanhã o centenário do nascimento de Hans Hellmut Kirst (1914-1989).

Francisco José Viegas 5 de Dezembro de 2014 às 00:30

Assinala-se amanhã o centenário do nascimento de Hans Hellmut Kirst (1914-1989). Num mundo dividido entre legiões de bons e de maus, o lado de Kirst seria, naturalmente, o dos maus – o lado alemão, derrotado depois da maior tragédia europeia. Foram precisos cinco anos depois da guerra para que Kirst publicasse o seu primeiro romance (em Portugal, todos na Europa-América), em 1950, mas o sucesso de ‘Fábrica de Oficiais’, um colosso de 700 páginas, ensinou-nos a ler a história pelo lado dos derrotados, dos humilhados e, também, dos alemães ludibriados.

O sentimento de culpa pesou sempre nos seus romances, apresentados como "livros de guerra" (‘Tudo Tem um Preço’, ‘O Direito do Mais Forte’, e dois dos seus mais conhecidos, ‘A Noite dos Facas Longas’ e ‘Camaradas’), alguns com cenas admiráveis, outros com largas informações militares – mas todos com a tragédia da guerra como fundo de histórias amargas.

Citação do dia

"A frustração com a economia, o sexo ou o consumo explica muito da política contemporânea"

Luís Naves, no blogue O Fragmentário

Sugestão do dia

Ainda não há uma história dos derrotados ou do lado mau dos notáveis portugueses – de Leonor Teles a Carlota Joaquina ou Salazar. É essa a aposta de Ricardo Raimundo em ‘Os Maus da História de Portugal’ (Esfera dos Livros). 

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