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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Francisco José Viegas

Blog

As religiões impuseram um dia de descanso semanal, inteiramente devotado aos seus deuses.

Francisco José Viegas 24 de Dezembro de 2014 às 00:30

Não apenas à oração, mas à contemplação (como no judaísmo) e à vida em família (como no cristianismo e no islão). A vida moderna (o trabalho, os deveres civis, as exigências do comércio, o laicismo) cancelou--o, interrompendo a obrigação de um dia de paragem ou de silêncio. O Natal também perdeu o sentido original, mesmo entre os cristãos; todos aceitam essa cedência que o transformou em "reunião de família", em vez de assinalar o nascimento de Jesus. Todos necessitamos de uma paragem comum, razão por que o Natal mundano e cosmopolita das ceias de luxo é uma violação declarada dessa natureza. Mas já o era antes. Por isso, aproveitemos as oportunidades. Aproveitemos o tempo de paragem, se o tivermos. Não é uma folga; devia ser um tempo de silêncio, de celebração e de revisita. Será o que cada um quiser.

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Citação do dia

"No Faroeste, sacava-se a pistola do coldre. Em Portugal, hoje, saca-se o segredo de justiça"

Fernanda Cachão, ontem, no CM

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Sugestão do dia

Fábio Porchat, o humorista da Porta dos Fundos, escreveu um notável texto sobre Portugal no ‘Estado de São Paulo’; é uma recomendação do nosso país. Em meia dúzia de linhas, Porchat ficou nosso credor. Não custa a admitir.

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