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Francisco José Viegas

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A Feira do Livro de Lisboa repete-se, felizmente.

Francisco José Viegas 28 de Maio de 2015 às 00:30
Como uma procissão: há de haver discursos, há de passar o desfile das autoridades, há de haver declarações sobre o futuro do livro, há de haver aquela brisa do início da noite – e só então começará ‘a Feira’ propriamente dita, entregue à sua fauna.

Falo de fauna com prazer: editores, livreiros, alfarrabistas, vendedores de farturas, colecionadores de catálogos, famílias em fila indiana ou desordenadas e barulhentas, solitários em busca de bibliografia para alimentar as suas obsessões e as suas solidões, leitores perdidos, namorados, melros, comedores de pipocas, caçadores de autógrafos, autores enfastiados, autores entusiastas e cumpridores, viciados em livros, forretas, esbanjadores, caminhantes visionários, fiscais da Câmara, adolescentes engalanadas, amigos de há longa data, conhecidos de um balcão de stand (procuravam o mesmo autor entre a poeira).

Há de haver tudo. A Feira do Livro de Lisboa repete-se, felizmente. Ritual, solenidade e festa. Sou contra as novidades e inovações nesta matéria.
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