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Francisco José Viegas

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O governo islandês ofereceu-se para acolher 50 refugiados sírios.

Francisco José Viegas 2 de Setembro de 2015 às 00:30
Bryndís Björgvinsdóttir, 33 anos, autora de literatura infantil e juvenil, achou que era pouco e que os islandeses podiam fazer mais – a ilha poderia receber 1000, números redondos. É uma tradição nórdica que a Islândia segue; a Dinamarca, a Suécia e a Noruega têm um longo historial de acolhimento de emigrantes e refugiados, nem sempre com bons resultados. Ontem, na rádio (Antena 1), um jornalista dizia que Björgvinsdóttir fazia isso contra a Europa "conservadora e intolerante"; comentário ignorante e cheio de má-fé. Merkel (certamente "conservadora e intolerante") quer abrir as portas da Europa para diminuir a tragédia e continuar uma tradição de generosidade que nos fez ser europeus de verdade. Os países do Golfo, por exemplo, vizinhos e ricos, além de conservadores e intolerantes, contribuíram com zero. Enquanto a intolerância e o terrorismo não cessarem no Médio Oriente, a exclusão será paga pela Europa.
opinião francisco josé viegas
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