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Francisco José Viegas

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Para um leitor desta página é comovente a forma como os génios da finança encontram sempre uma forma de resolver os seus problemas, poupando-se a responsabilidades.

Francisco José Viegas 15 de Dezembro de 2015 às 00:31
Para um leitor desta página – espetáculos, música, livros, cinema – é comovente a forma como os génios da finança encontram sempre uma forma de resolver os seus problemas, poupando-se a responsabilidades. Vejam-se os artífices do ‘banco bom’ e do ‘banco mau’ – de um lado ficam os ‘ativos tóxicos’ e do outro o dinheiro manejável. Foi o que aconteceu com o BES e o Novo Banco; parece que é a forma escolhida para lidar com o Banif, segundo se sabe. Assim é fácil. O banco falhou? Olha que pena; vamos separar a parte lucrativa daquela que estourámos – a partir de agora recomendamos o ‘banco bom’ e esperamos que alguém queira ir pagando o ‘banco mau’. Como isso não é previsível (quem é que quer um ‘banco mau’?), pagamos todos. Digam lá se não é uma excelente forma de se ser banqueiro e de se livrar de responsabilidades.

Citação do dia
"Nunca foi boa ideia varrer para debaixo do tapete as coisas feias de que não se gosta" 
Luciano Amaral ontem, no CM

Sugestão do dia
Livros do ano (2): ‘Tolstoi ou Dostoievski’, de George Steiner (Relógio d’Água) faz regressar a "questão de Deus" à história do romance e das suas genealogias. É um espírito superior – o de George Steiner.

Francisco José Viegas opinião
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