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Francisco José Viegas

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Gigantes que nos contemplam: os budas de Bamiyan (séc. V), por exemplo, furiosamente destruídos em 2001 pelo governo talibã do Afeganistão.

Francisco José Viegas 6 de Março de 2015 às 00:30

Gigantes que nos contemplam: os budas de Bamiyan (séc. V), por exemplo, furiosamente destruídos em 2001 pelo governo talibã do Afeganistão. Escondidas nas rochas de Hazarajat, pouco sobra dessas estátuas grandiosas cujo desaparecimento foi festejado por muitas autoridades islâmicas.

Nestas duas últimas semanas, o exército do Estado Islâmico destruiu o que pôde: estátuas, pinturas, museus, símbolos do mundo. Agora, um dos líderes da canalha, Salem al-Gohary, anunciou o plano para destruir a Grande Pirâmide de Gizé e a Esfinge.

Na Arábia Saudita, as novas autoridades no poder proibiram o uso de cor na roupa feminina. Em Cabul, durante o seu consulado, os barbudos tinham proibido a música, o cabelo das mulheres, o ensino. Pergunto-me se seria possível encontrar um enclave, devidamente murado, onde os alucinados possam entregar-se às suas orgias e delírios teológicos – e deixar-nos em paz, a contemplar os gigantes da Ilha de Páscoa. 

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