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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Francisco José Viegas

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O silêncio que se abateu sobre a vinda a Portugal do dissidente cubano Guillermo Fariñas, Prémio Sakharov em 2010, foi ruidoso o suficiente para relembrar a conivência dos intelectuais com o regime cubano e o fascínio que a ditadura castrista exerceu sobre eles – e sobre a esquerda que gosta de retratos de Guevara e que fechou os olhos ao Gulag.

Francisco José Viegas 4 de Janeiro de 2016 às 00:31
O silêncio que se abateu sobre a vinda a Portugal do dissidente cubano Guillermo Fariñas, Prémio Sakharov em 2010, foi ruidoso o suficiente para relembrar a conivência dos intelectuais com o regime cubano e o fascínio que a ditadura castrista exerceu sobre eles – e sobre a esquerda que gosta de retratos de Guevara e que fechou os olhos ao Gulag. Que o governo tenha recusado recebê-lo são minudências diplomáticas; que o presidente do Parlamento tenha mantido igual recusa é uma vergonha. Que os intelectuais não tenham tido uma palavra é o normal, fascinados que são pelas ditaduras dos trópicos. A prova é a mordaça em redor da Venezuela, onde uma ditadura neurótica mantém na prisão o líder da oposição e se dá ao luxo de nomear um parlamento próprio para substituir o eleito. Calados, imunes e sem vergonha. 

Citação do dia
"A três semanas da votação presidencial já há motivos para se estar farto do assunto"
João Vaz ontem, no CM

Sugestão do dia
n LIVROS DO ANO (12): descontando algumas passagens, ‘O Atlas Gastronómico’, de Mina Holland (Lua de Papel), é uma boa introdução à diversidade culinária e à viagem literária pelo Mundo fora. Bom apetite.

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