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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Francisco José Viegas

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Evidentemente que temos de falar com o Irão.

Francisco José Viegas 27 de Janeiro de 2016 às 00:30
Evidentemente que temos de falar com o Irão: negociar, estabelecer relações diplomáticas, seja o que for. A Itália já começou a fazê-lo e o primeiro-ministro Renzi fez-se fotografar com Hassan Rouhani, o presidente iraniano, ao lado de uma estátua equestre de Marco Aurélio, imperador, e de uns caixotes brancos que escondiam os corpos nus (as Vénus!) de outras esculturas. Porquê os caixotes? Porque Hassan Rouhani podia ofender-se com a nudez nos corredores do Capitólio, em Roma. As autoridades do Metro londrino também em tempos retiraram das suas paredes o cartaz de um museu – porque algum muçulmano poderia sentir-se ofendido com um nu de Lucas Cranach (1472-1553), um dos velhos mestres alemães. Há demasiados exemplos destes, resultado da "cedência multicultural" europeia. Que os italianos não tenham servido vinho ao almoço, é compreensível; mas é ridículo que se tenha mutilado um dos museus romanos por causa de um pudor que apenas encontra justificação na hipocrisia de ambas as partes. "Que está ali dentro?", pergunta Rohani. "Um nu, presidente." "Uh, uh", geme o senhor das barbas.

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Citação do dia
"Lei [dinamarquesa dos refugiados] lembra confisco de judeus no nazismo", fernanda Cachão, ontem, no CM.

Sugestão do dia
A Relógio d’Água publicou na sua coleção de clássicos um dos grandes (e derradeiros) títulos de Dickens, ‘O Amigo Comum’ (tradução de Maria de Lurdes Guimarães). Uma pequena joia a recuperar.
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