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Francisco José Viegas

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Sou defensor da avaliação de professores.

Francisco José Viegas 1 de Março de 2016 às 00:30
Sou defensor da avaliação de professores (todos somos avaliados permanentemente); desconfio do ‘ativismo sindical’ com ligações políticas escancaradas. Tem sido impossível um debate esclarecido e tranquilo sobre estas e outras matérias relacionadas com a escola pública e as suas funções. Mas, sobretudo, acho estapafúrdia a desconfiança de boa parte dos políticos e palradores sobre o papel dos professores.

Defendendo a avaliação, defendo, antes de mais, a avaliação do Ministério da Educação (ME), das suas burocracias, dos seus vários ideólogos – e do mal que, sucessivamente, têm feito ao sistema educativo. Paulo Guinote publicou ‘08/03/08. Memórias da Grande Marcha dos Professores’ (Oficina do Livro), um relato dos confrontos de 2008. O documento é impressionante, mas (desculpe, Paulo) o mais importante não mereceu destaque: que nenhuma reforma do ensino pode ser feita sem o apoio e o compromisso dos professores. Quem toma o poder do ME quer mudar tudo sem os professores e sem os visitar no meio do turbilhão que são as escolas. Aprenderiam muito e não fariam (tantas) asneiras.

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Citação do dia
"Sem dinheiro para mandar cantar um cego, o estado quer comprar um banco"
Luciano Amaral ontem, no CM

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Sugestão do dia
‘Entre Mim e o mundo’
O que sobra do mundo de violência racial? Um rasto de violência e incompreensão. A Ítaca publica ‘Entre Mim e o Mundo’, de Ta-Nehisi Coates, uma das boas e novas vozes do jornalismo americano. 
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