Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
5
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Francisco José Viegas

Blog

O fim do rock’n roll. Exatamente assim, ainda que não se goste de rock.

Francisco José Viegas 18 de Abril de 2016 às 01:45
O fim do rock’n roll. Exatamente assim, ainda que não se goste de rock. Comecemos pelo princípio: pelo menos duas canções (e uma versão) dos Guns N’ Roses entram na história da música popular do século XX (a versão é ‘Knockin’ on Heaven’s Door’, claro).

Vamos aos AC/DC e registamos empate – há duas canções que merecem entrar na lista. Mas uma coisa são estas escolhas e outra, diferente, é a evidência de que tanto os Guns N’ Roses como os AC/DC pertencem a outro mundo, lá atrás; o rock, aliás, nunca pertenceu ao futuro, é tudo história desde Woodstock.

Mas o absurdo são as notícias: Axl Rose transita dos Guns N’ Roses para os AC/DC, à maneira de um jogador ou treinador de futebol que negoceia a ida para a equipa adversária. Sim, houve outros casos, mas a traição ao rock deve ter conta, peso e medida. Ontem estive a ouvir os AC/DC com a voz de Brian Johnson e a substituí-la, mentalmente, pela de Axl.

Fiz todos os exercícios e é possível a troca. Uma parte de mim fica órfã da memória da banda californiana e do seu apetite pela destruição. Não há dúvida de que tem uma perna partida, o traidor.
Axl Rose Brian Johnson música rock Guns N’ Roses AC/DC
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)