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Francisco José Viegas

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O Bloco de Esquerda quer mudar o Cartão do Cidadão para Cartão de Cidadania.

Francisco José Viegas 21 de Abril de 2016 às 00:44
O Bloco de Esquerda quer mudar o Cartão do Cidadão para Cartão de Cidadania. Eu brinquei com a ideia (mas acho que se pode mudar, sim), porque a procura do neutro gramatical, ou de género, vai abrir a porta a coisas ridículas, mas há muito que Catarina Martins deixou de estudar linguística e o argumento do BE é, antes de mais, produto da sua cultura de ressentimento. Facilmente se explicaria que a utilização da palavra Cidadão não é abuso sexista. O que está errada é a própria ideia de Cartão de Cidadania. Aquele cartãozinho nunca devia ter abandonado a designação "de Identidade", que tinha a vantagem de ser simples. Porque é disso que se trata, de uma identidade. O "cidadão", na linguagem do BE e da sua distopia em roda livre, só existe quando é apropriado pelo Estado e pela informação que o Estado detém de todos nós – a Identidade é individual, única. Ao contrário do que dizem os técnicos em novilíngua progressista, "cidadão" não quer dizer nada hoje em dia. Não é uma identidade, não é um estatuto – é uma categoria ideológica sem categoria nenhuma.

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Citação do dia
"Já se sabe quem é o mexilhão: milhares de portugueses que precisam de Angola", Armando Esteves Pereira, ontem no CM.

Poesia
"Os nossos momentos passam antes de nós./ A minha felicidade foi aquele avião riscando o céu." A certa altura acontece uma imagem – em ‘Bisonte’, o novo livro de Daniel Jonas (Assírio & Alvim).
Bloco de Esquerda Catarina Martins Angola Armando Esteves Pereira política
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