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Francisco José Viegas

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Para os países da periferia viver fora da UE seria hoje um pesadelo ainda maior do que o das ‘sanções’.

Francisco José Viegas 11 de Julho de 2016 às 01:45
À falta de melhor argumento, os europeístas mais radicais relembram a herança de Jean Monet e Robert Schumann como uma espécie de "utopia perene" que traria prosperidade e paz a todos. A ideia é generosa, mas politicamente estapafúrdia.

Os países que formaram a primeira CE tinham sido derrotados na guerra, da Alemanha à Holanda, da Bélgica à Itália e à França. A ‘união’ era uma forma de ser ‘equidistante’ em relação aos dois monstros da época: a América, que o chauvinismo francês (de esquerda e de direita) não perdoava, e a URSS, que atemorizava os aliados dessa união incipiente.

Para os países da periferia, pobres como Portugal ou a Grécia, viver fora da UE (dos fundos, da proteção civilizadora, do fluxo de turistas e até do controle orçamental) seria hoje um pesadelo ainda maior do que o das ‘sanções’.

Só isso explica que a extrema-esquerda e a esquerda do PS estejam mortinhas por arranjar conflitos com Bruxelas, para armar uma geringonça venezuelana. Em 1975 andavam de cueiros e têm saudades da revolução que não fizeram. Aliás, nem sabem o que são cueiros.
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