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Francisco José Viegas

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As praxes são uma semana de selvajaria que nada tem a ver com a universidade.

Francisco José Viegas 14 de Julho de 2016 às 20:53
Para o ministro da Ciência e do Ensino Superior, "a prática fascizante da praxe tem de acabar". É uma ideia antiga que vem dos anos sessenta: de um lado os alunos com "consciência política", do outro, um bando de rufias arregimentado e dominado por outro banco de rufias sob o comando de ‘duxes’ à maneira coimbrã, que se alcooliza bravamente mas a quem tudo é desculpado.

Com o tempo (quando vim para a universidade se alguém quisesse fazer praxes era corrido à estalada), este mundo regressou dividindo os caloiros entre quem aceita e pratica as praxes, e quem passa ao lado daquele espetáculo degradante que vemos nas ruas.

Não sei se é uma "prática fascizante", e admito que, para os dias de hoje, não seja correta a expressão do ministro. Violência, degradação humana, desafios abjetos, coma alcoólico, humilhação sexual, inclusive mortes – há um pouco de tudo.

O risco não compensa; as praxes são uma semana de selvajaria que nada tem a ver com a universidade. Há 30 anos queríamos entrar nas universidades. Hoje, tenho muitas dúvidas sobre uma boa parte dos praxistas e dos praxados.
educação ensino superior praxes universidades
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