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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Francisco José Viegas

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A Europa corre o risco de se transformar no palco do terrorismo desta década.

Francisco José Viegas 22 de Julho de 2016 às 01:45
Durante anos, e de cada vez que explodia um autocarro em Israel, de cada vez que um restaurante era varrido à bomba em Jerusalém, de cada vez que um mercado ia pelos ares em Telavive, a "boa consciência europeia" reagia começando pelo fim – culpando as vítimas, por existirem, e elogiando o braço armado do terrorismo, um alfobre de heróis medonhos.

O espetáculo foi tão degradante que incluiu as grotescas declarações antissemitas de Ken Livingstone, o ‘mayor’ esquerdista de Londres (sobre o "trabalho inacabado de Hitler"), e da mulher de Tony Blair, que "compreendia", ai dela, os bombistas suicidas que se explodiam em escolas e nas ruas da única democracia do Médio Oriente.

Hoje, a mesma Europa fica surpreendida com os atentados em Paris ou Nice, e com a barbárie que veem nas fotografias de Raqqa, a sede do Daesh. Com o seu desinteresse pelas próprias raízes, e com a sua desistência para os grandes combates e os seus valores, a Europa corre o risco de se transformar no palco do terrorismo desta década. Talvez então consiga, finalmente, compreender Israel.
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