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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Francisco José Viegas

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Algumas estrelas do comentário padecem de curto-circuito neuronal.

Francisco José Viegas 25 de Julho de 2016 às 01:05
Algumas estrelas do comentário padecem de curto-circuito neuronal. Só isso pode explicar as reações estapafúrdias aos acontecimentos de Munique: primeiro, quando se imaginava que se tratava de uma réplica de Paris ou Nice, pedindo ao público para não cair na ‘esparrela da islamofobia’; depois, vislumbrando na identidade alemã do assassino uma filiação (que não se comprovou) de extrema–direita, dando largas à homilia do costume sobre o perigo do liberalismo. Não passa por nenhuma dessas pobres cabeças que a reação contra o terrorismo só pode ser a condenação.

Tal como o nazismo e o comunismo exigiam uma dimensão global para os seus territórios, também o islamismo reivindica todo o planisfério como raio de ação. Ainda não havia identidade do maluquinho de Munique, já o Estado Islâmico matava 80 no Afeganistão e deixava assinatura. Mas o Afeganistão é longe, pensam os mesmos que escreveram que não se podem condenar Boko Haram com argumentos ocidentais, para não ‘diabolizar’ África. O mundo está perigoso, mas os neurónios do relativismo já eram perigosos há muito.
Munique Paris Nice Estado Islâmico Afeganistão Boko Haram
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