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Francisco José Viegas

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O que vale é que muitos de nós temos aquilo que se chama uma memória filha da mãe.

Francisco José Viegas 25 de Agosto de 2016 às 01:45
O que vale é que muitos de nós temos aquilo que se chama uma memória filha da mãe. Por exemplo – há dez, doze anos – chamar a atenção para o uso da ‘burqha’, denunciar o crime da excisão feminina e da violência sobre mulheres e adolescentes nas "comunidades islâmicas", entre outras amenidades, era uma atitude antimulticultural.

Há dez, doze anos, os multiculturalistas clamavam pela compreensão dessas "amenidades", da poligamia à castração, porque eram "tradições culturais", certamente anticapitalistas.

Muitos deles simpatizantes do Hizbollah, Hamas e de outras associações de beneficência do Médio Oriente, tapavam os ouvidos quando se denunciavam fuzilamentos de homossexuais em Gaza, apedrejamento de adúlteras e outras tradições festivas do género. Quando o Xeique de Lisboa se manifestou contra esses horrores, houve abaixo-assinados sobre a sua capitulação às mãos do Ocidente.

Ainda hoje, há pobres almas que dizem no ‘The Guardian’, esse farol da parvoíce, que o burquíni é um instrumento do feminismo. Isto não está perigoso. Está parvo.
Hamas Médio Oriente Gaza Lisboa The Guardian
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