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Francisco José Viegas

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Na noite de anteontem o meu coração estava em Buenos Aires, no Luna Park (a sala onde atuaram Sinatra, Ray Charles, B.B. King, ou os Deep Purple) – era a finalíssima do Festival Mundial de Tango (vinte países, milhares de dançarinos).

Francisco José Viegas 2 de Setembro de 2016 às 00:30
Na noite de anteontem o meu coração estava em Buenos Aires, no Luna Park (a sala onde atuaram Sinatra, Ray Charles, B.B. King, ou os Deep Purple) – era a finalíssima do Festival Mundial de Tango (vinte países, milhares de dançarinos).

Vi as imagens de manhã, com a diferença horária: que beleza, a dos heróis do baile, o casal Cristian Palomo e Melisa Sacchi, milongueiros fanáticos a dançar ‘Quejas de Bandonéon’, um tango de Juan de Diós Filiberto (o autor de ‘Caminito’), de 1918 (tenho a versão maravilhosa da Orquesta Aníbal Troilo, de 1952, com arranjo de Piazzola), improvisando como o faziam em Banfield, arredores da capital para o sul. Ontem foi a final de "salão", cheia de acrobacias e encenações: Hugo Mastrolorenzo e Agustina Vignau dançaram ao som de ‘Balada para un loco’, de Astor Piazzolla y Horacio Ferrer. Preferi o primeiro par: improvisação e deliquescência, quer dizer, Cristian e Melisa desafiavam-se num duelo de paixão e vaidade, ele sem dobrar a espinha, ela sem ceder o olhar, num combate sem regresso. Desculpem a interrupção, mas foi um fragmento de beleza.
Buenos Aires Luna Park Sinatra Ray Charles Festival Mundial de Tango Cristian Palomo
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