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Francisco José Viegas

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A arte do ‘haiku’, grande tradição da poesia japonesa, não se reduz à frágil geometria da sua composição.

Francisco José Viegas 21 de Setembro de 2016 às 01:45
Pequenos fragmentos de observação, memória, contemplação e silêncio. A arte do ‘haiku’, grande tradição da poesia japonesa, não se reduz à frágil geometria da sua composição (três versos de cinco a sete sílabas, duas imagens em contraste); tem a ver, também, com a natureza da própria poesia, sempre marcada pela ideia de leveza, levando-nos a meditar sobre o efémero, a passagem do tempo e das estações, observando os elementos da floresta e da vida marinha, aceitando as ironias do destino, as desilusões, os paradoxos, procurando a magia do presente, a consolação diante da melancolia.

O mais importante dos poetas japoneses, e lendário mestre do ‘haiku’, é Matsuo Bashô (1644-1694). A sua poesia é uma referência da sensibilidade oriental. Joaquim M. Palma organizou um volume com a sua obra completa em português e escreveu um valioso prefácio sobre a vida e legado do grande poeta: ‘O Eremita Viajante’ chega amanhã às livrarias (o português é a terceira língua, além do japonês, a publicar a sua poesia completa). Um momento importante para quem gosta de poesia.
Matsuo Bashô Joaquim M. Palma literatura haiku Japão
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