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Francisco José Viegas

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Ninguém imaginaria que, quarenta anos depois do 25 de Abril, Portugal inteiro soçobrasse diante do fado.

Francisco José Viegas 22 de Setembro de 2016 às 01:45
Ninguém imaginaria que, quarenta anos depois do 25 de Abril, Portugal inteiro soçobrasse diante do fado. O tão vituperado e amaldiçoado fado. O primeiro termo da humilhante trilogia ‘fado, Fátima e futebol’ que servia para classificar um regime, uma sociedade atrasada, uma tristeza nacional.

Foi preciso esperar que se ultrapassassem os traumas políticos e culturais da geração dos anos 60 e 70 (bem como parte dos seus preconceitos) para que se assistisse a esta regeneração e, mais importante ainda, a este ressurgimento transportado por vozes que já ficam gravadas a prata na história do fado (não a ouro, que é ‘kitsch’), por letristas que continuam a tradição de poetas anteriores (David Mourão-Ferreira, Pedro Homem de Mello, O’Neill, por exemplo), por músicos que acabaram com a solidão da velha guitarra chorona. Sim, existe um novo fado. O fado que ultrapassou os preconceitos e sobreviveu.
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