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Francisco José Viegas

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Na habitual visão estreita e maniqueísta sobre a história de Israel, é recorrente (e fácil) estabelecer distinção entre ‘pombas’ e ‘falcões’.

Francisco José Viegas 29 de Setembro de 2016 às 00:30
Na habitual visão estreita e maniqueísta sobre a história de Israel, é recorrente (e fácil) estabelecer distinção entre ‘pombas’ e ‘falcões’.

Não faz sentido. Por exemplo, Ariel Sharon, que a opinião pública europeia abominava como ‘falcão’, foi afinal quem desmantelou os colonatos do Sinai depois da guerra de Yom Kippur e quem ordenou a entrega de Gaza aos palestinianos. Rabin foi as duas coisas, como Barak, com o próprio Ben Gurion, como Shimon Peres (1923-2016), o líder histórico do Partido Trabalhista, falecido ontem.

Horas depois da independência de Israel, o país foi invadido pelos países árabes vizinhos – Egito, Jordânia, Síria, Iraque, Líbano e Arábia Saudita –, que derrotou. Peres esteve envolvido nas várias guerras pela sobrevivência face às agressões de 1967 ou de 1973. Viveu os últimos 60 anos de história de Israel e foi testemunha e protagonista do heroísmo e da esquizofrenia do seu país. Rodeado de inimigos hostis e ressentidos (a História esclarecerá o mal que Arafat fez aos palestinianos), Peres e Israel nunca deixaram de acreditar na democracia. Era um avô da pátria. 
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