Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
4
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Francisco José Viegas

Blog

A ideia é que, no futuro, o trabalho humano possa ser substituído em cerca de 50% por máquinas.

Francisco José Viegas 3 de Outubro de 2016 às 00:30
Muitos ficam extasiados com as imagens: um automóvel sem condutor, um robô a ocupar-se de operações aritméticas, um drone substituindo um exército.

Quando escrevi sobre isto, há uns meses, houve quem dissesse que se tratava de falta de assunto; na semana passada, a Amazon anunciou que iria juntar-se a um grupo onde já estão, entre outros, a Google, a Microsoft, a IBM e a Facebook para desenvolver ‘novas plataformas e objetivos’ para a Inteligência Artificial.

A ideia é que, no futuro, o trabalho humano possa ser substituído em cerca de 50% por máquinas preparadas e, a promessa foi feita, eficazes. O número assusta. Há questões a discutir: a do desemprego e o da desvalorização do trabalho humano; a da ‘filosofia moral’ que pode ou não ensinar-se (‘programar-se’) a um robô; finalmente, a da própria programação do algoritmo do futuro estar entregue a empresas privadas cujo trabalho não está regulado.

Não se trata de ‘regular’ um sistema de transportes ou o mercado financeiro. Trata-se de saber até onde a dimensão do humano pode ser limitada no futuro da espécie.

-----

Citação do dia:
"É preciso acabar com o sentimento de impunidade de quem se dedica ao crime", Octávio Ribeiro, ontem, no CM

Sugestão do dia: Óbidos
Terminou o Folio 2016: o festival literário de Óbidos teve grandes convidados (Naipaul, Rushdie, Eduardo Lourenço) e uma programação de primeira linha. Se se tornar hábito, vai ganhar o público.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)