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Francisco José Viegas

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Hoje, ao ver as imagens de Aleppo, recordo as palavras de Martin Adler, que previra a destruição da Síria, a aliança Putin-Assad e a formação de um estado pária islamita.

Francisco José Viegas 27 de Dezembro de 2016 às 01:45
Conheci Martin Adler como repórter. Foi assassinado em Mogadíscio por "rebeldes" da Al-Qaeda (assim foram festejados nas ruas de Paris, apenas porque se opunham ao imperialismo americano).

Para a ‘Grande Reportagem’, de que fui diretor, Martin fez a cobertura dos "acontecimentos" de Grozny, na Chechénia: com o argumento de punir o secessionismo e a resistência islâmica, as tropas russas entraram na cidade e destruíram-na, matando toda a gente, na mesma altura em que a opinião pública europeia estava preocupada, sim, com os bombistas-suicidas do Hamas, o isolamento da Líbia ou com a liberdade dos pregadores radicais das mesquitas de Londres.

Hoje, ao ver as imagens de Aleppo, recordo as palavras de Martin, que previra a destruição da Síria, a aliança Putin-Assad e a formação de um estado pária islamita. Diante disso, os bem pensantes veneram Obama que, sem sair da TV, deixou o Médio Oriente em chamas (pior do que o encontrou) e permitiu que Rússia sitiasse a Ucrânia e o Mar Negro. Esta gente, reunida, foi a maior fábrica de refugiados do Mediterrâneo.
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