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Francisco José Viegas

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A comédia da Caixa corresponde ao estado de negação sobre o assalto ao poder.

Francisco José Viegas 22 de Fevereiro de 2017 às 00:30
Quando o PT brasileiro chegou ao poder levava no andor, com proteção divina dos deuses da esquerda, a "superioridade moral". Essa "superioridade moral" (de fazer inveja, naturalmente) cedo se espatifou com o assalto leninista ao aparelho de Estado, com o reforço enérgico da corrupção e das decisões de conveniência que tinham como objetivo perpetuar-se no poder.

Em Portugal, a comédia da Caixa corresponde ao estado de negação sobre o assalto ao poder. Com ela, desapareceu o "argumento moral" na política recente – não há anjos, não há exceções, não há impolutos, não há "superioridade moral". O que antes era, deixou de ser. O que antes significava uma obstinada procura da verdade, passou hoje a ser uma intolerável intromissão nos negócios do Estado, dos indivíduos e das instituições. O que antes eram inquéritos imparáveis são hoje conveniências.

Bem hajam, portanto, BE e PCP – uma cura anual no poder trouxe-nos alguma tranquilidade. O que antes era a "superioridade moral" passou a ser um embuste.

O poder e a sua proximidade mudam tudo. Transformam todos em gente comum.
PT Portugal Caixa BE PCP política
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