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Francisco José Viegas

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Saudosos tempos em que a FCSH organizava debates sem censores encartados.

Francisco José Viegas 8 de Março de 2017 às 00:30
Jaime Nogueira Pinto foi convidado a dar uma conferência na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH), em Lisboa. Não me interessa quem o convidou – interessa-me que é uma universidade com grandes tradições de liberdade, debate e inovação.

Não o é mais: uma Assembleia Geral promovida pela Associação de Estudantes exigiu que a sessão não se realizasse, em nome da "democraticidade e inclusividade". Isto não é novo. Em Inglaterra, Camille Paglia foi impedida de falar em Cambridge porque a associação de estudantes discorda das suas ideias sobre "género"; o fenómeno tem alastrado.

Em resposta, a FCSH acatou a exigência e entaramelou-se com justificações em que ninguém acredita, protegendo os censores (que não podem sentir-se incomodados com as ideias dos outros), e concordando que as universidades não são lugares de discussão de ideias (e de conflitos), mas de acampamentos ideológicos e de obediência aos paizinhos mais na moda.

Saudosos tempos em que a FCSH organizava debates (e até exposições de pornografia) sem censores encartados.
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