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Francisco José Viegas

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À hora a que escrevo, a Universidade Nova de Lisboa não tinha esclarecido o presidente da República sobre os motivos que levaram à suspensão da conferência de Jaime Nogueira Pinto na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.

Francisco José Viegas 9 de Março de 2017 às 00:30
À hora a que escrevo, a Universidade Nova de Lisboa não tinha esclarecido o presidente da República sobre os motivos que levaram à suspensão da conferência de Jaime Nogueira Pinto na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.

A UNL limitou-se a balbuciar que não, que não era uma atitude censória - ninguém a acusou de tal; apenas de ter cedido à chantagem de um grupúsculo de pequenos radicais e de crianças superprotegidas que não quer ouvir "ideias contrárias", porque lhes podem perturbar os dois neurónios em atividade - um assunto que também a universidade tem de tratar, mostrando que não se intimida e que continua a ser um lugar de debate, de dúvidas e de conflitos de ideias.

Conhecendo os polícias do politicamente correto como conheço, em breve deixarão de debater Pessoa porque era fascista, ou Camões porque era colonialista, ou Eça porque era machista, ou Camille Paglia porque não alinha na teoria "do género". E a direção da faculdade, se continuar intimidada e fedelha, tremerá  como um canguru.

É o que ela será: um canguru ao serviço dos censores.
Francisco José Viegas opinião
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