Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
9
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Francisco José Viegas

Blog

Guimarães dedicou um ano inteiro às comemorações dos 150 anos do nascimento de Raul Brandão.

Francisco José Viegas 13 de Março de 2017 às 00:30
Guimarães dedicou um ano inteiro às comemorações dos 150 anos do nascimento de Raul Brandão – o Festival Húmus, que terminou ontem. Dezenas de escritores, professores, leitores (juntamente com as escolas do concelho), mas também atores, encenadores, e muito público reuniram-se em torno dos livros de Brandão – um homem que, na alvorada da modernidade do século XX, criou a sua linguagem, um estilo que viria a influenciar gerações de escritores, e um conjunto de obsessões (Portugal, os pobres, os mortos – mais do que a morte –, o absurdo) que fazem da sua obra um caso único entre nós. Mais do que isso, Brandão fez em Portugal, nos anos 20, aquilo que o romance europeu dos anos 50 e 60 achou que era obra original. O autor de ‘Os Pescadores’, um dos nossos grandes memorialistas, desconstruiu o conceito de literatura, abalando o conceito de romance e transformando-o numa interrogação total ao mundo e à consciência. 150 anos depois, vemos como Brandão foi um milagre, um autor tão moderno que era quase impossível. Ainda bem que o redescobrimos.

Citação do dia
"Povo está vacinado contra promessas, mas o antibiótico nunca faz efeito"
Eduardo Cintra Torres ontem, no CM

Sugestão do dia - STEFAN ZWEIG
Graças ao filme sobre Zweig, oportunidade para retirar das estantes dois livros do austríaco: ‘O Mundo de Ontem’ (Assírio & Alvim), memórias, e um romance central, ‘Amok’ (Civilização).
Francisco José Viegas opinião
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)