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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Francisco José Viegas

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Não faço parte do grupo de almas que se escandaliza com a "violência no futebol".

Francisco José Viegas 24 de Abril de 2017 às 00:30
Não faço parte do grupo de almas que se escandaliza com a "violência no futebol", porque desde há muito que está escrito esse guião: grupos, maioritariamente dirigidos por energúmenos que frequentam ginásios e vivem à margem da lei, e que atuam com certa impunidade, uma vez que nenhuma autoridade tem coragem para enfrentar as forças organizadas dos clubes.

Digo isto e sei do que falo, porque participo – com muita honra – num programa de futebol na CMTV, porque me envergonham tanto as claques a entoar cânticos patetas (no meu clube também) como os políticos que se sentam nos camarotes (capturados pelos "presidentes"). Antes do Sporting-Benfica deste fim de semana houve as "naturais" tropelias entre adeptos e soldados. Pelo meio, uma morte – tudo leva a crer, um assassínio. Estranho que até ontem nenhum político se tenha interrogado em público sobre os factos ou a exigir investigação. Um crime violento ligado ao futebol merece não apenas o estupor das bancadas, mas um inquérito policial célere, exemplar e castigador. Ou toda a gente tem medo do futebol?

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Citação do dia
"No tempo em que havia oposição, já se teriam exigido responsabilidades", Octávio Ribeiro, ontem, no CM

Sugestão do dia: Prazer recuperado 
Foi o livro cuja leitura mais prazer me deu nos últimos tempos: ‘A Grande Mudança’, de Stephen Greenblatt (Clube do Autor) é um relato apaixonante acerca do mundo dos livros e do conhecimento.

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