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Francisco José Viegas

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A primeira reação foi compreensível: não, estas fotos não são verdadeiras.

Francisco José Viegas 31 de Agosto de 2017 às 00:30
A primeira reação foi compreensível: não, estas fotos não são verdadeiras. Hoje é mais fácil falsificar uma fotografia do que no tempo de Estaline, para não ir mais longe nem chegar mais perto. Mas a matéria das fotos não exercitou os neurónios da indignação das classes altas ("é uma coisa para a CMTV") – tratava-se da porção de comida servida aos bombeiros neste verão. Assunto menor num país cheio de festivais gourmet e com a mania da cozinha.

Claro que a comida dos bombeiros não leva a assinatura de um ‘chef’ nem de um nutricionista – é um arremedo, uma embalagem de alumínio, coisa rápida: hidratos de carbono, custo moderado, nada que se sirva em casa. Depois sacudir responsabilidades: a quem cabe alimentar os homens e mulheres que combatem as chamas e que os ‘loucos por cozinha’ veem pela televisão a salvar montanhas onde havia trufas? À Proteção Civil? Aos bombeiros? Às câmaras? O McDonald’s de Castelo Branco e uns supermercados ajudam.

O assunto não comove. Mas que diabo: o país arde, as burguesias queixam-se, e ninguém dá comida decente aos bombeiros?

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Citação do dia:
"Quem gere e gasta o dinheiro público é tentado com prémios ilícitos", Armando Esteves Pereira, ontem, no CM 

Sugestão do dia: Discutir a escola
Para discutir a "escola moderninha" e sucedâneos: ‘Afinal Quem São os Assassinos da Escola’, de Carole Barjon (Gradiva), vai ser odiado pelos reis da pedagogia. Há páginas decalcadas da nossa realidade.
Estaline CMTV Proteção Civil McDonald Castelo Branco saúde questões sociais acidentes e desastres
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